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Alvo Ofumane

Alvo Ofumane

terça-feira, 20 setembro 2022 14:49

Geofagia: dos mitos aos perigos

O consumo de areia é uma prática que remonta desde as primeiras comunidades humanas de todas as partes do mundo. Conhecida em Língua portuguesa como Geofagia – consumo de solo ou terra pelo homem, supostamente para melhorar a presença de minerais no organismo, esta prática acontece em Moçambique, um pouco por todas as províncias, sob o rosto da mulher e raras vezes, em indivíduos do sexo masculino.

terça-feira, 13 setembro 2022 17:47

Quiabo ou Therere: mais que um alimento

O quiabo é um fruto da planta denominada quiabeiro. Cientificamente é denominado Abelmoschus esculentus, da família Malvaceae. É produzido em clima tropical, desenvolvendo-se bem em clima quente, onde pode desenvolver-se durante todo ano. Apesar destas particularidades, também pode ser encontrado em quase todos os cantos do mundo. Em Moçambique, o quiabo pode ser encontrado em quase todo o país, mas é mais predominante nas províncias centrais de Moçambique, nomeadamente Sofala, Zambézia, Tete e Manica, onde é também mais consumido. É igualmente consumido com alguma constância nas províncias do norte do país. Já no sul do país, o seu consumo varia de região para região, até dentro da mesma província. Na província de Sofala, onde este artigo dedica a sua atenção, o quiabo é chamado Therere em língua cisena.

terça-feira, 06 setembro 2022 16:43

Mwavi: um método de julgamento tradicional Makhuwa

O Mwavi é uma bebida tradicional contendo uma poção mágica, usada como acessório durante os julgamentos comunitários, principalmente aos prevaricadores teimosos, que mesmo sabendo dos seus crimes recusam-se a confessar, daí recorre-se ao Mwavi como instrumento de produção de prova. Recorre-se ao Mwavi para julgamentos de réus acusados de roubo, feitiçaria, adultério, entre outros crimes.

Nas sociedades africanas, quando um indivíduo morre, os familiares obedecem um período que compreende desde a morte, passando pela sepultura até a purificação ou Ku Phuphutsa – um ritual que encerra o "período quente".

Na província de Zambézia, concretamente no distrito de Alto Molócuè, encontra-se o Monte Lico, cientificamente classificado como monte inselbergue. O Monte Lico fica aproximadamente há 1.100 metros (3.600 pés) acima do nível do mar, e distingue-se por possuir paredes de rocha de até 700 metros (2.300 pés). No topo desta montanha encontra-se uma floresta que cobre uma área cerca de 30 hectares (0,12 milhas quadradas). O pesquisador florestal da   Universidade de Oxford, Julian Bayliss, acredita que a floresta nunca tenha sido explorada pelos humanos.

Maulide  é uma dança tradicional nativa da zona norte do país, na província de Nampula, com maior predominância na Ilha de Moçambique, de onde surgiu há cerca de 82 anos, mais ou menos entre a segunda metade do século XIX e o início do XX bem antes das outras expressões musicais e dançantes, como o dtiqiri e o tufo. Acredita-se que a mesma tenha chegado no norte de Moçambique pelas mãos de habitantes das Ilhas Comores, Madagáscar e Zanzibar que faziam parte das redes internacionais de comércio, mas envolviam também um caráter religioso, baseado na expansão da religião islâmica por meio de três confrarias sufis: Rifa'Iyya, Shadhiliyya e Qadiriyya.

A dança Macarita é originária de Inhambane, na Cidade da Maxixe, a considerada capital económica da província. A coreografia é exibida por homens e mulheres, sendo que os homens fazem o papel de instrumentistas de batuques e outros de trombetas. Eles também tocam instrumentos aerófonos, fabricados rudimentarmente de simples chapas em forma de funis cónicos. Estes instrumentos não produzem sons próprios senão a transformação da voz do cantor. As mulheres, por sua vez, dançam e cantam acompanhando o ritmo dos instrumentos. Estas também tocam apitos, guizos e nalgumas vezes batem palmas que também são uma das partes do repertório na música.

Moçambique apresenta um vasto mosaico gastronómico que se estende de sul a norte. Em cada uma das regiões encontramos diferentes propostas, típicas de cada comunidade. Algumas semelhanças ao longo do país são encontradas entre estas iguarias localmente originárias.

Localizado no distrito de Mossuril, província de Nampula, a actual Igreja de Nossa Senhora dos Remédios é o provável mais antigo templo dominical de Moçambique. A Igreja possui portas esculpidas num maravilhoso estilo indiano, que anunciam a entrada num lugar especial. O interior da igreja surpreende-nos com um grandioso e majestoso altar, dourado, todo esculpido, e com algumas peҫas religiosas. E ao lado da igreja encontra-se o poço de Vasco da Gama, que foi proclamado Relíquia Histórica pela portaria nº 17 786, de 9 de Maio de 1964. O histórico poço da Cabaceira Pequena foi aquele que, segundo os cronistas da época, os marinheiros da armada de Vasco da Gama foram buscar água para as naus das descobertas em demanda da Índia, quando o grande Almirante esteve em Moçambique em Março de 1498. Da escaramuça para a obtenção da água desse poço constam que morreram três marinheiros do Gama.

Moçambique é um país com uma vastidão de pratos exóticos, característica que se aplica a todas comidas tipicamente locais. Esta riqueza distribui-se sem excepção por todo o país, onde cada tribo tem sempre uma proposta marcante para oferecer àqueles que se dão o privilégio de experimentar as delícias locais. Tudo isto só é possível graças aos inúmeros recursos agrícolas produzidos em cada região, resultante do bom clima que o país oferece. Entre eles está o milho.

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